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ENTREVISTA: ECONOMIA EM DEBATE

05 Dec 2018
Poder do estímulo dos cinco sentidos em Marketing

Em entrevista para TV Assembléia, no programa Economia em Debate, o Diretor de Negócios da JRD Logística de Marketing falou sobre logística e a importância deste setor na economia.

Assista a entrevista completa no link abaixo:

Entrevista_completa

"A JRD Logística de Marketing atua no mercado de logística promocional, especialidade focada em atender o marketing e trade marketing das empresas.

Desta forma estamos integrados a dois grandes mercados, de marketing e de logística, tendo o transporte como principal segmento nas operações.

Baseado em números do IBGE e Confederação Nacional de Transportes o setor de transporte rodoviário, que inclui tanto o de passageiros quanto de cargas, movimenta R$243,8 bilhões por ano no Brasil, o que representa quase 12% do PIB.

O Estado do Paraná tem posição de destaque no mercado de transportes, com faturamento de R$ 27,1 bilhões, ocupando a segunda posição (11,1%) no país atrás apenas de São Paulo, segundo o IBGE.

Impulsionam o setor no estado, o agronegócio e o ciclo de industrialização das últimas 2 décadas, que continua a crescer e deve manter o desempenho.

De acordo com o IBGE, o setor gera mais de 160 mil empregos no Estado. Com volume movimentado por salários no setor de R$ 3,74 bilhões. O número de empresas também é bastante representativo, cerca de 18.295 em 2015.

O setor funciona como uma espécie de “termômetro” da economia. Se a economia vai bem, a movimentação de cargas e produtos, da indústria até os pontos de venda, também aumenta. Já o marketing funciona mais como termômetro da confiança e expectativa, pois quando há aumento na confiança, o empresário começa a investir mais em marketing, provocando aceleração dos indicadores ainda antes da economia acelerar.

Com a crise entre 2014 e 2016, o setor sofreu impacto relevante com queda de receita, somente entre 2015 e 2016 segundo a Confederação Nacional dos Transportes o PIB do setor caiu 7,1%, mais que o dobro do PIB nacional que caiu 3,2%, ocasionando fechamento de muitas empresas.

Um parêntese válido neste ponto, serve para explicar os motivos geradores da última greve dos caminhoneiros: os últimos governos estimularam através de crédito abundante e barato via BNDES a compra de caminhões, gerando forte aumento de vendas. Com o início da crise em 2014 as pessoas já começavam a perder os empregos e encontravam na compra de caminhões uma alternativa de recolocação no mercado, a crise se aprofundou nos anos seguintes, gerando forte queda de demanda por transportes.

Somando-se estes fatores o resultado foi uma pressão bastante intensa no preço dos fretes, pois chegamos a um grande desequilíbrio com oferta crescente e demanda caindo. A CNTestima que há no país atualmente um excedente de frota de caminhões entre 30% e 35%, número elevadíssimo.

Então em minha opinião pessoal, a greve dos caminhoneiros não tem como causa a alta dos combustíveis, que foi apenas o estopim da greve, mas é algo muito mais complexo e que será corrigido ao longo do tempo, mas depende de retomarmos o crescimento econômico do país, corrigindo o nível de empregos, a demanda por transportes.

Para a JRD o transporte é uma linha de faturamento muito importante, então todo esse cenário, nos obrigou a nos reinventarmos e fizemos isso através da oferta de serviços de maior valor agregado, passando a utilizar a logística como integrador de soluções nos pontos de vendas para os clientes. Nos posicionamos de forma inovadora, atuando com inteligência estratégica e tática para o trade-marketing de nossos clientes.

Conhecemos fisicamente e temos capilaridade que os clientes não possuem, então passamos a investir fortemente em tecnologia para viabilizar estes projetos.

Já investimos pouco mais de R$ 500.000,00 nessa transformação digital e acabamos de fechar mais um grande projeto com investimentos de R$ 350.000,00 nos próximos 3 anos, mas é gratificante ver que os resultados começam a aparecer, pois este mês estamos ampliando nossa capacidade de atendimento da estrutura física na filial de São Paulo em 50% e a percepção de nossos clientes tem sido muito positiva para essa plataforma.

Como empresários, somos otimistas pela natureza empreendedora, mas estamos extremamente otimistas com o futuro. A confiança em investir em nosso negócio em gerar novos empregos é grande."

Renato Paschoal